
Meteorologia para a Columbofilia
A meteorologia, ciência relativamente recente, teve a sua evolução natural ao longo do Sec XX, passou a ser leccionada nas escolas na década de 80 do mesmo século e fruto dos modelos matemáticos de previsão do tempo, implementados nos anos 70, rapidamente atingiu níveis de previsão de confiança. Passou a despertar interesse efectivo e a fazer parte do nosso quatidiano, nos finais do século XX, fruto da velocidade evolutiva imposta à sociedade em que impera o “eu quero agora e já”, pelo que o que não se fizer hoje poderá não ser feito amanhã. O “overspeed” social leva a que a nossa vida diária esteja directamente dependente do conhecimento do tempo que vai fazer nos dias que se avizinham.
Não existe, hoje, desporto algum que não procure saber a informação do tempo com elevado grau de precisão, para que, conhecedor, possa retirar maiores dividendos perante os adversários. O conhecimento – informação actualizada - passou a ser imperativo para controlar e fazer diminuir os factores limitantes ou, por outro lado potenciar os factores positivos de uma determinada equipa.
Como não poderia deixar de ser a columbofilia, segundo desporto nacional com mais federados, começou a utilizar a informação meteorológica para potenciar as capacidades dos seus atletas. Estratégia, utilizada na táctica semanal dos mais informados do anos 80 do Sec XX.
Hoje pretende-se fazer chegar toda esta panóplia de informação à generalidade dos columbófilos, colocando-se uma página na internet para que possam, ao longo da semana, preparar os seu pombos para a prova do fim de semana seguinte e para que, no dia da solta, tenham acesso ao tempo em rota de modo a coordenar a sua vida, fazendo os cálculos da velocidade dos seus “atletas”.
Fernando Garrido
Meteorologista Assistente da F.P.C.